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Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#Diários de uma escritora frustrada... couves e pseudo-intelectuais

Por um outro lado (2).jpg

 

 

A minha cara-metade costuma ter uns pontos de vista muito pertinentes (e vocabulário também...). Para gajo que não lê ficção, e que diz sempre que não gosta de ler (mintira, como ele costuma dizer, porque lê tudo o que apanha no computador que lhe pareça útil ou interessante), tem uma visão muito abrangente e certeira sobre as coisas.

 

No outro dia falávamos sobre o Por um outro lado... sim, conversamos sobre aquelas coisas que ele afirma desconhecer por completo, como os meus quês e porquês da escrita... Há meses que eu resistia. Cada vez que ele dizia "Devias era escrever sobre coisas mais normais, do dia-a-dia." sentia o cabelo ser penteado para o lado errado, e começar a emaranhar, daquela forma tão desagradável que quem tem uma juba de caracóis bem conhece.

 

Desde que comecei nestas lides de blogger (e já levo uns anitos no mercado) que arranjei ideias muito definidas sobre o que podia ou não fazer, ser, escrever. E, não é só bramir que se é diferente, sarcástica, e a rainha da ironia engraçosa. Isso é fácil e abunda. É ser, fazer, e escrever.

 

À sombra de uma vida, que é agora passado, ele tem perguntado sempre "Mas, porque não podes escrever sobre outras coisas?"

 

Comecei por responder com "público, e nichos, e não desapontar quem me lê porque quer ler sobre um tema"... Acabei a responder-lhe com "Porque não!"

 

Porque não? Porque são inferiores, porque são mal-vistos, porque não são literatura, porque não são arte, e por aí fora...

"Isso são preconceitos." concluiu ele, ao fim de um bocado.

"Isso é pseudo-intelectualismo. Aquilo de que me queixo em alguns outros."

 

E, fui atingida por um raio (metafórico, claro). De pseudo-intelectualismo nunca gostei. Consigo cheirá-lo à distância. Assim como críticos só porque sim. Afinal, o que me preocupa? Eu não quero fazer parte do grupinho. Não me identifico com eles. Não sou capaz de fingir tão bem assim.

 

Então, porque não posso escrever sobre o que me dá na real gana?

 

"Se vês que até gostas de escrever sobre trivialidades, e continuas a fazê-lo, talvez redescubras o gosto por escrever as outras coisas mais sérias." Foi a conclusão da minha cara-metade... e, a minha também.

 

Afinal, ouvi dizer que, até tinha alguma piada.

 

Por um outro lado

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