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Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#Aquele momento em que... percebo que sou mula sem cabeça

mula sem cabeça.jpg

 

 

Eu era uma gaja tão atinadinha. Juro! Lembrava-me das minhas responsabilidades, dos meus assuntos, era ajuizada com as minhas coisas. Era o tipo de pessoa que nunca me esquecia do telemóvel em cima da mesa, e relembrava as pessoas que estavam comigo, quando se esqueciam dos delas.

 

Era atinada. Relativamente calma e ponderada (agora já não sou). Não descurava as minhas responsabilidades e, se soubesse que havia probabilidade de me esquecer de algo, como a data de uma consulta médica, por exemplo, apontava numa agenda que andava sempre comigo. 

 

Agora?!? Deus ma livra! Pareço a mula sem cabeça.

 

Perco a conta à quantidade de vezes que faço trampa quando vou resolver alguma coisa (como o caso de reclamar com a empresa de electricidade ao invés da do gás). Anteontem, fui fazer as compras da semana online, como é o nosso costume desde que percebemos a desvantagem que é não ter elevador, e andarmos sempre tipo burros de carga a subir três pisos de escadas... Já não havia quase água engarrafada e, com a Pipoquinha, não pode mesmo faltar. Então, diz que fui fazer as compras à noite, já deitada, porque me tinha esquecido durante todo o dia. Era urgente... Era... Diz que agendei a entrega para dois dias depois...

 

Ou, vamos ao supermercado porque falta alguma coisa imprescindível. Pois, é no regresso a casa que percebo que trouxe tudo... menos o que precisava.

 

Ou, esquecer-me de fazer a sopa para a Pipoquinha...

 

Ou... voltei a esquecer-me de tomar o comprimido... a sério?!?! Estou a ter uma apoplexia. Eu (não) estou calma!

 

Será a mudança de idade? Os finais dos trintas significam a morte dos neurónios? O que restará nos entas?!?

 

Eu sei que tenho abusado da minha cabeça. Muitas noites sem dormir. Muito stress. Muito pouco (nada) de ioga ou meditação. Comida... é  melhor nem falar. Muitos maus-tratos à minha pessoa... e, nem tudo se deve à maternidade... Mas, fonha-se! Está uma coisa por demais.

 

Onde enfiei a cabeça da mula, pá?! É que pode não ser perfeita, mas faz-me falta.

 

Por um ouro lado

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