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Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#Amor-próprio... Agora que se partiu a loiça

kasa.jpg

 

Tempos houve em que o conceito de loiça que era escolhida cá para casa resumia-se a limpa e funcional. Trouxe no enxoval algumas coisas mais bonitas, normalmente prendas de familiares, mas o que era usado no dia-a-dia era o normalíssimo. Certificava-me de que assim era.

 

Trouxe também na bagagem de jovem adulta um ódio visceral por copos desirmanados. Aliás, eu odiava tudo o que fosse desirmanado. Copos, toalhas, pratos, almofadas. Era uma cena que eu tinha... uma mania que herdei, nas minhas duas décadas e meia, que vivi em casa dos meus pais. Eles davam, e ainda dão, um novo significado à palavra desirmanado. Recordo-me de receber amigos em casa deles e andar a tentar esconder as coisas solteiras, que residiam aqui e ali, pela casa fora. Era impossível arranjar doze copos iguais naqueles armários.

 

Em minha casa coisas desemparelhadas, não! E, coisas inúteis também não!

 

Por isso escolhi com algum cuidado, e muita economia, os doze copos, pratos, talheres, taças, e afins, que tinha ter. Se não houvesse quantidades em número par, porque ninguém precisa de doze taças de cereais, tinha de trazer pelo menos duas iguais.  As toalhas de casa-de-banho, só em conjuntos completos, e em cores que combinassem com a divisão. Se não fossem pares iam fora. Se não fossem duas de rosto, e duas de bidé, iam para os trapos.

 

Queria tudo direitinho, arranjadinho e emprelhadinho.

 

Mas, o tempo passa e a gente cresce (LOL). A loiça foi ficando velha e gasta. Algumas coisas partiram-se, outras foram nas partilhas. Já não há necessidade de tanta loiça nem desta mesmice de adultos. Nem há nada perfeitinho e direitinho.

 

Agora, perco-me nos pormenores... Por isso, olho para o catálogo da Kasa e acho que vou comprar um de cada. Copos, toalhas e cenas. Só porque sim. Só porque são bonitas. E, assim, posso ir comprando um de cada vez, sem medo que esgotem. E, posso ter cor, mais cor, naquilo que ontem era incolor. Porque quis, é certo... Agora, quero optimismo, alegria e cor.

 

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