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Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#Cenas do arco da velha... o dia dos Dias

dia.jpg

 

Mas isto agora todos os dias são dias de alguma coisa? Dias nacionais, internacionais ou mundiais.Não julguem que não pesquisei o Dia Internacional da Paz, para a seguir descobrir que há-de vir o Dia Mundial da Paz...

Eles são os dias do António, do José ou da Maria. Dia dos Tradutores, dos Escritores ou dos Actores. Dia da mãe, dos filhos ou dos avós. Dia das Flores, dos Amores ou dos Terrores. Raios ma partam, pá! Que não há paciência para tantos dias.

 

Mas há para aí algum calendário que dê conta dessas ocorrências festivas todas? É que isto é ridículo! Qualquer dia inventam o Dia do dia, em celebração do dia que sempre chegou. 

 

E, nos outros dias, sabemos que há prendas envolvidas. Mas, e neste? No dia do dia? No dia Universal do Dia celebramos ainda não termos rebentado com este planeta todo. Festejamos o nascer de outro Dia. Porque qualquer dia, deixa de haver Dia. Serve? Está bom assim, para os festejadores do dia dos Dias? (Começa a parecer uma cena saída da bíblia...)

 

Enfim... celebrem lá o dia... hoje é de quê?

 

Por um outro lado

#Aquele momento em que... percebo que sou mula sem cabeça

mula sem cabeça.jpg

 

 

Eu era uma gaja tão atinadinha. Juro! Lembrava-me das minhas responsabilidades, dos meus assuntos, era ajuizada com as minhas coisas. Era o tipo de pessoa que nunca me esquecia do telemóvel em cima da mesa, e relembrava as pessoas que estavam comigo, quando se esqueciam dos delas.

 

Era atinada. Relativamente calma e ponderada (agora já não sou). Não descurava as minhas responsabilidades e, se soubesse que havia probabilidade de me esquecer de algo, como a data de uma consulta médica, por exemplo, apontava numa agenda que andava sempre comigo. 

 

Agora?!? Deus ma livra! Pareço a mula sem cabeça.

 

Perco a conta à quantidade de vezes que faço trampa quando vou resolver alguma coisa (como o caso de reclamar com a empresa de electricidade ao invés da do gás). Anteontem, fui fazer as compras da semana online, como é o nosso costume desde que percebemos a desvantagem que é não ter elevador, e andarmos sempre tipo burros de carga a subir três pisos de escadas... Já não havia quase água engarrafada e, com a Pipoquinha, não pode mesmo faltar. Então, diz que fui fazer as compras à noite, já deitada, porque me tinha esquecido durante todo o dia. Era urgente... Era... Diz que agendei a entrega para dois dias depois...

 

Ou, vamos ao supermercado porque falta alguma coisa imprescindível. Pois, é no regresso a casa que percebo que trouxe tudo... menos o que precisava.

 

Ou, esquecer-me de fazer a sopa para a Pipoquinha...

 

Ou... voltei a esquecer-me de tomar o comprimido... a sério?!?! Estou a ter uma apoplexia. Eu (não) estou calma!

 

Será a mudança de idade? Os finais dos trintas significam a morte dos neurónios? O que restará nos entas?!?

 

Eu sei que tenho abusado da minha cabeça. Muitas noites sem dormir. Muito stress. Muito pouco (nada) de ioga ou meditação. Comida... é  melhor nem falar. Muitos maus-tratos à minha pessoa... e, nem tudo se deve à maternidade... Mas, fonha-se! Está uma coisa por demais.

 

Onde enfiei a cabeça da mula, pá?! É que pode não ser perfeita, mas faz-me falta.

 

Por um ouro lado

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