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Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#Amor-próprio... uns livrinhos para encher... o cérebro

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Diz que nós somos aquilo que repetidamente fazemos. Eu sou, claramente, leitora. O meu ponto fraco? (um deles...) Livros baratos.

 

Há uns anos diria, apenas, Livros. A minha vida era outra. Ganhava mais um terço do que ganho agora, sem atrasos no pagamento, sem grandes despesas com alimentação, sem Pipoquinha.

 

Se houvesse um livro que me interessasse, habitualmente, comprava-o. No máximo, procuraria comprar na edição original, porque cá, naquela altura, vendiam-se a metade do preço. Mas, mesmo isso, era uma escolha artística. Adorava comprar as edições originais, com capas lindas, na pele em que haviam nascido. Ou, livros em segunda-mão. Também mandava vir umas pérolas lindas em segunda-mão. Às vezes, anotados nas margens e sempre difíceis de arranjar por cá. A minha alma vibrava quando recebia um pacote de livros pelo correio.

 

Hoje em dia, a minha alma continua a vibrar com as pechinchas que vou trazendo, ou mandando entregar, em casa... Mas, vibra menos vezes. Quando passo numa livraria viro o rosto na direcção oposta. Ou, se entro, acabo a escolher e, muitas vezes, pousar o que escolhi. Agora penso "um livro ou um pacote de fraldas?" ou "onde é que eu vou enfiar mais este?". Fui despejada do meu espaço, e a minha sala não comporta muito mais, com grande pena minha... E, é com um aperto no coração que escrevo isto.

 

Depois de aproveitar um desconto, 20% na Bertrand, para comprar dois livros que, há anos, queria ler e não se arranjam nas prateleiras das livrarias. Um deles vai levar 10 dias a chegar. Vem do Reino Unido, original, e não sei há quantos anos estava na minha prateleira virtual de livros a ler antes de morrer. Pedi a edição mais recente, 3€ mais barata. Nada mais de compras por impulso, pá!

 

Aqui há uns anos, houve muitos bloggers que aproveitaram a febre dos livros e fizeram parcerias com as editoras. Recebiam uns livros para ler, normalmente as novidades do mês em romance, em troca de um artigo de opinião. Eu nunca entrei nesse barco. Odeio ler por obrigação. Adoro ler. Desde miúda que me recordo de assaltar a biblioteca do meu pai e escolher o que me apetecia... mas, acho que nunca li um livro que ele me aconselhasse. Era (e sou) uma rebelde nas minhas leituras. Mesmo na escola era uma dificuldade ler as coisas ao mesmo tempo que os outros. Perdi a conta a quanto livros li antes, ou depois, do ano lectivo...

 

Apesar de comprar um terço dos livros que comprava, e demorar o triplo do tempo a lê-los, não perdi essa parte de mim. A minha traça de papel (chamada lepisma - que NOJO!) está viva e com saúde. Aliás, tem sido ela a amparar parte das minhas hormonas descontroladas.

 

Como dizia a minha cara-metade, aqui há uns tempos, "se soubesse que só era preciso receberes uns livros pelo correio para ficares assim (animada), já tinha mandado vir!"

 

Por um outro lado

#Cenas do arco da velha... Não preferem o Pato Donald?

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E, como tantos de nós gostaríamos que estivesses calado. É que, de boca aberta, ou entra mosca ou sai asneira. No teu caso, são só asneiras... e das grossas.

 

Ouvi dizer que o debate foi uma cena esperta!

 

Presidente dos EUA? Até o Pato Donald era preferível. Trump?! Espero que não sejam idiotas o suficiente para lhe passarem os códigos nucleares para as mãos... ou acham que alguém consegue controlar o bicho?!

 

Estão a ver o senhor a sacar dos mísseis, contra um país qualquer, só porque sim. Alguém nos livre do Presidente do país mais poderoso do mundo decidir que somos comunistas, terroristas ou inconvenientes

 

Peço aos americanos, encarecidamente, vão votar. Não votem Trump. É a segurança mundial que está em risco.

 

Por um outro lado

#Aquele momento em que... desconfias que o problema está no cérebro

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"nunca salte uma dose." Não há cá se se esquecer, tome depois, ou não tome sequer. Não! O que há é "nunca salte uma dose". É assim tão difícil??? Acho que estou em negação. Só pode!

 

Depois de me auto-flagelar com o último esquecimento (podem rir-se aqui), hoje, pego na cena dos comprimidos e vejo o de ontem a olhar para mim.

 

Nos últimos dias andava convencida que teria de fazer o doppler em fins de Setembro, inícios de Outubro para, a seguir, voltar ao médico. Sentia-me quase livre da meia elástica da moda, que já me aperta tudo até ao cérebro, quase livre do comprimido vermelho, e do peso de me esvair em sangue a qualquer deslize, quase livre da ideia de poder ter uma embolia pulmonar a qualquer momento... o mal dos coágulos é nunca sabermos, com certeza, onde eles estão.

 

Ando por aí munida do meu cartão de paciente a tomar Xarelto. Anda sempre comigo para que, em caso de acidente, os outros saibam que estou a anticoagulantes, e evitem cortar seja o que for e acabarmos rezar para que a hemorragia estanque. Não confiem nas minhas plaquetas sanguíneas pessoal! Elas estão demasiado baralhadas para prestarem para alguma coisa.

 

O raio do cartãozinho é explícito (caso a bula de três quilómetros não fosse...). Não saltar, NUNCA, uma dose. E, não deixar de tomar, só porque sim. Conto três comprimidos vermelhinhos a mais na caixa...

 

Mas, porque raio é que não me deram as malditas injecções na barriga?? Para acabar com este limbo, até injecções na barriga, pá!

 

E, esquecendo o terror inicial de (só ter sido detectado quase dois meses após o parto) olhar para a minha filha, perguntando-me se estaria por cá para a ver crescer... fazem ideia do medo que sinto cada vez que ando de carro? descasco batatas? ou me aparece o (dilúvio) período?

 

Três comprimidos a mais... Estou, claramente, em negação.

 

Por um outro lado

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