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Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#Diários de uma escritora frustrada... a minha panca com canetas

MT_849 Fernando Pessoa com Caixa Slimpack_2.jpg

 

É! Diz que, a par com outras tantas pancas, tenho uma com canetas.

 

Adoro material de escrita. Adoro escrever com canetas, lápis, lapiseiras, o que for. Adoro tê-las e expô-las. Adoro andar com elas na mala. Adoro usá-las. A tinta de uma caneta normal, na minha  mão, dura cerca de um mês... com sorte. Uso-as, mas só guardo as especiais.

 

Não faço colecção de canetas. A minha carteira não comporta tantas colecções de coisas que gosto (e, odeio acumulação de objectos só porque sim). Mas, quando preciso de comprar canetas é uma luta para não trazer a loja toda.

 

Outra coisa que adoro é... a poesia de Fernando Pessoa. O meu primeiro livro de poesia foi 'O Louco Rabequista' (bilíngue). Desde então, Fernando Pessoa vive no meu lado artístico. Hoje em dia há uma série de produtos associados ao nome Fernando Pessoa. Pessoalmente, fico-me por este...

 

Edição especial, limitada, da Esferográfica Caran d'Ache 849 Fernando Pessoa.

 

A primeira deslumbrou-me...

Caran 1.jpg

 

 

A segunda, estou mesmo a considerar comprar (aceitam-se prendas de Natal antecipadas).

MT_849 Fernando Pessoa_Esferográfica_lateral.jpg

 

 

Por um outro lado

#Amor-próprio... uns livrinhos para encher... o cérebro

livros.jpg

 

 

Diz que nós somos aquilo que repetidamente fazemos. Eu sou, claramente, leitora. O meu ponto fraco? (um deles...) Livros baratos.

 

Há uns anos diria, apenas, Livros. A minha vida era outra. Ganhava mais um terço do que ganho agora, sem atrasos no pagamento, sem grandes despesas com alimentação, sem Pipoquinha.

 

Se houvesse um livro que me interessasse, habitualmente, comprava-o. No máximo, procuraria comprar na edição original, porque cá, naquela altura, vendiam-se a metade do preço. Mas, mesmo isso, era uma escolha artística. Adorava comprar as edições originais, com capas lindas, na pele em que haviam nascido. Ou, livros em segunda-mão. Também mandava vir umas pérolas lindas em segunda-mão. Às vezes, anotados nas margens e sempre difíceis de arranjar por cá. A minha alma vibrava quando recebia um pacote de livros pelo correio.

 

Hoje em dia, a minha alma continua a vibrar com as pechinchas que vou trazendo, ou mandando entregar, em casa... Mas, vibra menos vezes. Quando passo numa livraria viro o rosto na direcção oposta. Ou, se entro, acabo a escolher e, muitas vezes, pousar o que escolhi. Agora penso "um livro ou um pacote de fraldas?" ou "onde é que eu vou enfiar mais este?". Fui despejada do meu espaço, e a minha sala não comporta muito mais, com grande pena minha... E, é com um aperto no coração que escrevo isto.

 

Depois de aproveitar um desconto, 20% na Bertrand, para comprar dois livros que, há anos, queria ler e não se arranjam nas prateleiras das livrarias. Um deles vai levar 10 dias a chegar. Vem do Reino Unido, original, e não sei há quantos anos estava na minha prateleira virtual de livros a ler antes de morrer. Pedi a edição mais recente, 3€ mais barata. Nada mais de compras por impulso, pá!

 

Aqui há uns anos, houve muitos bloggers que aproveitaram a febre dos livros e fizeram parcerias com as editoras. Recebiam uns livros para ler, normalmente as novidades do mês em romance, em troca de um artigo de opinião. Eu nunca entrei nesse barco. Odeio ler por obrigação. Adoro ler. Desde miúda que me recordo de assaltar a biblioteca do meu pai e escolher o que me apetecia... mas, acho que nunca li um livro que ele me aconselhasse. Era (e sou) uma rebelde nas minhas leituras. Mesmo na escola era uma dificuldade ler as coisas ao mesmo tempo que os outros. Perdi a conta a quanto livros li antes, ou depois, do ano lectivo...

 

Apesar de comprar um terço dos livros que comprava, e demorar o triplo do tempo a lê-los, não perdi essa parte de mim. A minha traça de papel (chamada lepisma - que NOJO!) está viva e com saúde. Aliás, tem sido ela a amparar parte das minhas hormonas descontroladas.

 

Como dizia a minha cara-metade, aqui há uns tempos, "se soubesse que só era preciso receberes uns livros pelo correio para ficares assim (animada), já tinha mandado vir!"

 

Por um outro lado

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