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Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#Diários de uma escritora frustrada... não desistir... e acertar uma vez que seja, pá!

 

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Andava aqui a pensar na vida... diz-se, e com uma certa razão, que os escritores (mesmo os frustrados) pensam muito nisso... e cheguei a algumas premissas.

 

A primeira foi: Todos nós passamos por períodos menos bons, ou assustadoramente maus, na nossa vida. TODOS, sem excepção. O que há são aqueles que disfarçam melhor e os que disfarçam pior. Eu disfarcei muito mal... vinte kg a menos, e psicologicamente (assustadoramente) mal. Mas, magra e jeitosa no processo.

 

Outra conclusão foi: Todos nós arranjamos mecanismos para lidar com os períodos piores. Cenas mais, ou menos, construtivas que nos ajudam a conviver com a situação. As fases de luto também se aplicam mesmo quando, fisicamente, não morreu ninguém... só uma parte de nós. E, que faça uma boa viagem!

 

E, por último: o problema é sempre interno. Ou seja, nós somos o nosso próprio problema. Porque não soubemos lidar com algo, porque decidimos e arrependemo-nos, porque nos recusámos a decidir, porque não optámos pela perspectiva melhor para vencer a cena de um modo que nos satisfaça. Eu devo ter sido um caracol na minha última encarnação.

 

Não sendo uma questão de culpa é uma questão de escolha. E, todos nós, fazemos escolhas. TODOS. Mesmo quando nos recusamos a escolher...

 

E, se podemos sempre optar por outro caminho, outra visão do mundo, outra forma de estar, é muito difícil contrariar a nossa própria natureza. Podemos deitar os nossos pertences fora, virar-nos para uma religião, começar a correr, mudar de casa, ou arranjar um passatempo novo. O que não podemos é desistir.

 

Podemos sentir-nos frustrados e/ou pior... mas, frustrados, é melhor do que não sentir nada. É sinal que continuamos a existir, a tentar, e a falhar. Até ao dia em que a nossa natureza se alinha com o que queremos.

 

Os nossos momentos maus são Escolhas. E, as nossas Escolhas são Oportunidades (mas não como aquelas, apadrinhadas pelo outro gajo quando estava no Governo. A esse, eu gostava de lhe oferecer umas oportunidades... como pobre e desempregado... e, já que estou a pedir, uns sopapos, se pudesse ser).

 

Escolhi Escrever e escolhi tentar. Nos momentos maus, escolhi sempre tentar.

Universo?! Estás aí? Estou pronta para acertar.

 

Por um outro lado

#Aquele momento em que… vemos alguém festejar um milhão de visualizações

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Não é inveja, a sério! Mas, fonha-se! O que é que eu ando a fazer mal?! E, não me refiro ao Por um outro lado. O presente blog tem um segundo de vida, em comparação com a duração dos outros, do meu lado mais normal. E o trabalho que tudo isto dá?! E o amor à cena?! O empenho?! Fonha-se! 

 

Não é que o sucesso dos outros seja desmotivante. É o meu pouco sucesso que o é.

 

Um milhão e trocos... Fico feliz pela pessoa em questão. Ela merece.

E, não, não vou colocar hiperligação... É que não me faltava mais nada!

 

Mas... fonha-se. 

 

Com certeza ela teria uma resposta para mim. Seria: Temos pena.

 

Agora, vou ali pensar no que ando a fazer mal...

 

Por um outro lado

#Aquele momento em que... Eu (?!?) com Bieber no repertório

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Não há nada como a mãe e o pai a cantarem uma musiquinha de Justin Bieber para distrair a Pipoquinha. O nosso repertório, claramente, já não é o que era... Nada de Metallica ou Slipknot, Nightwish ou Apocalyptica...

 

Às vezes, canto-lhe um bocado de The Civil Wars, Caro Emerald, ou Sia... ou aquela em que o mar enrola na areia.

 

Mas, ontem, foi Bieber...

O pai começou, a mãe acompanhou, e até teve direito a coreografia... Ela riu-se, e sossegou, que é o que interessa.

 

No fim, diz o pai: Fonha-se! Ao que isto chegou...

 

Eu?!?! e ele, com Bieber no repertório, foi algo que nunca imaginei.

 

Por um outro lado

#Cenas do arco da velha… Conhecem os passaralhos?

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São andorinhas?! São aviões?! São Pássaros?! São os Super-Passaralhos!

Coisas grandes a voar? É o Hummer de todos os passaralhos: Gaivotas.

 

De onde vêm? Para onde vão? De e para lado nenhum. Vivem nos telhados da periferia industrial. Vivem do lixo acumulado no espaço abandonado, nas ruas, à beira das estradas...

 

O que fazem?

Voam e... cagam. Pilhas de merda em quantidade industrial.

 

São bandos de gaivotas que, quando se juntam à beira dos caixotes do lixo, ninguém se atreve a passar perto... É que, não sei se já viram bem, o tamanho deste animal. E, quando se juntam, cobrem a estrada. Não sei se disse mas... não, não vivo na praia. Numa vivenda, voltada para o mar, concedia que o meu quintal e o delas fosse o mesmo. Assim, é vê-las a cagar na minha areia (sem praia).

 

A parte boa disto?

 

Os pombos também se borram todos... de medo. É vê-los debandar por respeitinho aos maiores com penas. Porque connosco, meros humanos, cagam-nos em cima mesmo.

 

O flagelo da saúde pública moderna são pilhas de dejectos em todo o lado. Na roupa, nos sapatos, no cabelo (quando calha), em casa, na varanda, nos carros e nas ruas. Com tudo o que isso traz... Montes de bactérias resistentes a antibióticos. Fazem parte do mundo animal. Aqueles que não são selvagens nem domésticos. Os necrófagos cá do sítio... só lhes falta organizarem-se, para nos fazerem um manguito, enquanto nos cagam em cima.

 

E, não é um problema de Lisboa. No Porto também andam à turra com elas, como podem ler aqui, e noutras cidades também.

 

Alguém dizia "Se eu descubro o cabrão do velho que lhes dá de comer..."

Aqui, difícil é descobrir aquele que não os alimenta...

 

Por um outro lado

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