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Por um outro lado

Escritora frustrada. Mãe babada.Trapalhona por excelência. Gaja a quem tudo acontece. Adora escrever e fotografar sobre isso, apesar do jeito duvidoso. Experimentou Um lado. Agora, experimenta Por Um Outro. Será o avesso o lado certo?

Por um outro lado

#sou mãe… e o que é que eu percebo disto? Temos a Pipoquinha entornada

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Nada estraga uma sessão de almoço/cinema/namoro como saber que a Pipoquinha não parou de chorar... Esteve três horas a chamar por mim. É o suficiente para nunca mais querer ir, sequer, ao wc sem a levar comigo. 

 

Saímos a meio do filme. Demorámos, para aí, 10 minutos a chegar a casa. Se é que demorámos tanto.

 

Como ela acalmava quando a sentavam no ovo (ela que abomina o ovo), sentaram-na aí e... acabou por desligar. E, o termo é mesmo desligar, porque quando chegámos, ela dormia e... soluçava. Dormia, chuchava e emitia um daqueles soluços, de quem não consegue inspirar sem tremer com o choro não apaziguado.

 

A tia tremia. O tio fazia-lhe festas na perna. E, o primo estava escondido no quarto.

 

Eu, em pleno modo de ansiedade tentava conter o (meu) choro. O pai sempre a tentar aligeirar a coisa para todas as partes... Enfim... um encontro a repetir em breve... ou não.

 

PS: desconfio que, nas poucas vezes que a minha sogra ficou com ela, não nos contou a história toda... ou, então, esta cena é nova.

 

Isto já era difícil, agora então...

 

Por um outro lado

 

#Cenas do arco da velha… nós, e o Cristiano Ronaldo, no cinema

cristiano-ronaldo.png

 

 

No escurinho do cinema um foco incide-me no rosto. A luz incomoda, perscrutando o espaço, e enfiando-se nos meus olhos. Afinal, era suposto estar escurinho no cinema.

 

Ali, duas filas à nossa frente, o Cristiano Ronaldo sorri para mim. 

 

Diz que, o wallpaper do telemóvel da rapariga, era um ponto de luz na escuridão. Diz também que ela passou metade do filme a olhar para ele. Estaria como eu?! Numa tentativa de um encontro, com a cara-metade, a meio do dia? (nós saímos a meio do filme... mas fica para outro artigo).

 

No caso deles... diz que os chineses curtem à brava o CR7. Ela adora vê-lo. Ele também. Pessoalmente, prefiro a foto da minha filha como wallpaper.

 

É que parecia uma sessão de contemplação comunitária... no escurinho do cinema.

 

Por um outro lado

 

#Diários de uma escritora frustrada... couves e pseudo-intelectuais

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A minha cara-metade costuma ter uns pontos de vista muito pertinentes (e vocabulário também...). Para gajo que não lê ficção, e que diz sempre que não gosta de ler (mintira, como ele costuma dizer, porque lê tudo o que apanha no computador que lhe pareça útil ou interessante), tem uma visão muito abrangente e certeira sobre as coisas.

 

No outro dia falávamos sobre o Por um outro lado... sim, conversamos sobre aquelas coisas que ele afirma desconhecer por completo, como os meus quês e porquês da escrita... Há meses que eu resistia. Cada vez que ele dizia "Devias era escrever sobre coisas mais normais, do dia-a-dia." sentia o cabelo ser penteado para o lado errado, e começar a emaranhar, daquela forma tão desagradável que quem tem uma juba de caracóis bem conhece.

 

Desde que comecei nestas lides de blogger (e já levo uns anitos no mercado) que arranjei ideias muito definidas sobre o que podia ou não fazer, ser, escrever. E, não é só bramir que se é diferente, sarcástica, e a rainha da ironia engraçosa. Isso é fácil e abunda. É ser, fazer, e escrever.

 

À sombra de uma vida, que é agora passado, ele tem perguntado sempre "Mas, porque não podes escrever sobre outras coisas?"

 

Comecei por responder com "público, e nichos, e não desapontar quem me lê porque quer ler sobre um tema"... Acabei a responder-lhe com "Porque não!"

 

Porque não? Porque são inferiores, porque são mal-vistos, porque não são literatura, porque não são arte, e por aí fora...

"Isso são preconceitos." concluiu ele, ao fim de um bocado.

"Isso é pseudo-intelectualismo. Aquilo de que me queixo em alguns outros."

 

E, fui atingida por um raio (metafórico, claro). De pseudo-intelectualismo nunca gostei. Consigo cheirá-lo à distância. Assim como críticos só porque sim. Afinal, o que me preocupa? Eu não quero fazer parte do grupinho. Não me identifico com eles. Não sou capaz de fingir tão bem assim.

 

Então, porque não posso escrever sobre o que me dá na real gana?

 

"Se vês que até gostas de escrever sobre trivialidades, e continuas a fazê-lo, talvez redescubras o gosto por escrever as outras coisas mais sérias." Foi a conclusão da minha cara-metade... e, a minha também.

 

Afinal, ouvi dizer que, até tinha alguma piada.

 

Por um outro lado

#Aquele momento em que... reclamas com empresa de electricidade sobre a factura do gás

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Eis que recebo um e-mail duma empresa de cobrança de créditos, a reclamar o pagamento de um valor, que não está em nenhuma das facturas que tenho na mão. O e-mail, com uma designação toda judicial, típica dos amiguinhos dos tribunais, deixa-me logo de ânimos exaltados. 

 

Telefono para o número que vem no e-mail munida das três facturas e, dos anos de queixas sérias, e erros frustrantes do operador.

 

A senhora que atende a chamada decide, então, que não quer sequer ouvir o motivo que me levou a ligar... Tenho uma factura. É para pagar. E, se mudei de operador, devia ter enviado uma carta com 30 dias de rescisão de contrato. Adeusinho e não volte a ligar, muito obrigada.

 

Isto não fica assim...

 

E, foi assim, que acabei a ler o e-mail, da dita cobradora, a um supervisor da empresa da electricidade... e, a perceber que estava a falar com o gajo errado... Era uma factura do gás.

 

Por um outro lado

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